Em Pânico quem procurar?

Se você teve qualquer sintoma típico de crises de pânico, procure ajuda médica o quanto antes. Os ataques são difíceis de controlar por conta própria e podem piorar se não houver acompanhamento médico e tratamento adequados. Você deve procurar por um psiquiatra ou psicólogo.

Perguntas que o médico deverá fazer. Veja alguns exemplos:

  • Quais são seus sintomas? Quando você os notou pela primeira vez?
  • Com que frequência os ataques de pânico acontecem? Quanto tempo eles costumam durar, aproximadamente?
  • Há alguma situação ou comportamento específicos que possam desencadear um ataque de pânico?
  • Você evita contatos sociais ou determinadas atividades por medo de ter outro ataque?
  • O quanto os sintomas e o medo de ter outro ataque atrapalham sua vida pessoal, profissional e social?
  • Você passou por algum evento traumático na infância ou em qualquer outro momento da vida?
  • Você possui algum trauma específico?
  • Como você descreveria sua relação com os membros mais próximos da família?
  • Você ou sua família têm histórico médico de síndrome do pânico ou de algum outro transtorno?
  • Você já foi diagnosticado com outro problema de saúde?
  • Você consome cafeína, bebidas alcóolicas e drogas recreativas? Com que frequência?
  • Você pratica exercícios físicos? Com que frequência?

Entendendo melhor a Síndrome do pânico

Para realizar o diagnóstico, o médico poderá pedir vários exames e testes. Para começar, o especialista realizará um exame físico no paciente. Em seguida, pedirá exames de sangue, a fim de checar o funcionamento da tireoide, e um eletrocardiograma, para verificar como está o coração. Além da avaliação física, uma avaliação psiquiátrica também é necessária para que o diagnóstico seja finalizado. Esta deverá ser feita por um profissional específico da área, como um psicanalista ou um psicólogo. Durante a conversa, o profissional falará a respeito dos sintomas, situações que podem ter desencadeado momentos de estresse intenso, medos e preocupações, problemas de relacionamento e outras questões que possam estar prejudicando o paciente.

O diagnóstico será positivo para a síndrome do pânico se:

  • A pessoa sofrer de ataques de pânico inesperados e frequentes
  • Pelo menos um dos ataques tenha sido acompanhado de medo e angústia pela recorrência de um novo ataque e pelas consequências dessa nova crise, como perda de controle, ataque cardíaco ou mudanças súbitas de comportamento
  • A pessoa evitar situações que possam desencadear em uma nova crise
  • As crises de pânico não forem causados por abuso de substâncias.

Tratamento de Síndrome do pânico

O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é evitar qualquer tipo de sintoma característico das crises. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno é por meio de psicoterapia e medicamentos. Ambos têm se mostrado bastante eficientes. Dependendo da gravidade, preferência e do histórico do paciente, o médico poderá optar por um deles ou até mesmo por ambos, já que a combinação dos dois tipos de tratamento têm se mostrado ainda mais eficaz do que um ou outro operando isoladamente.

A psicoterapia, também chamada de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é geralmente a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico. Ela poderá ajudar o paciente a entender os ataques de pânico, a como lidar com eles no momento em que acontecerem e como ter uma vida cotidiana normal sem medo de ter um novo ataque.

Já o tratamento à base de medicamentos inclui antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina, como por exemplo a fluoxetina. Medicamentos anticonvulsivos e benzodiazepinas também podem ser prescritos pelos médicos.

Os sintomas devem desaparecer lentamente em algumas semanas. Se não melhorarem, converse com seu médico. Não suspenda a medicação sem antes consultar seu médico.


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