Atualmente as pessoas experienciam novas formas de construir vínculos conjugais e dissolvê-los, visto que estes se encontram cada vez mais fragilizados. Separações e divórcios têm sido frequentes, ocorrendo várias vezes ao longo do ciclo vital, fato que não acontecia anteriormente. Esses processos podem ser vivenciados envoltos em níveis de saúde ou doença, e observa-se que tanto conflitos conjugais quanto a vivência do divórcio fomentam intensas demandas de procura por atendimento psicológico. O presente estudo propõe uma revisão teórica de estudos na área com vistas a problematizar tais fenômenos e ampliar a compreensão dos mesmos. São abordados os vínculos relacionais na formação e dissolução da conjugalidade, repercussões e possibilidades de intervenção, partindo da perspectiva sistêmica acerca de aspectos relacionais envolvidos nesses processos. Observa-se que muitas mudanças sociais inerentes à pós-modernidade têm afetado a tônica da dinâmica conjugal, e suas especificidades carecem ser compreendidas para ampliar o potencial das intervenções adotadas.casal-separado

Relações

Os acontecimentos da infância são elementos estruturantes da base do indivíduo adulto, e o jovem adulto deve se encarregar de reconstruir por si, aquilo que cruelmente fizeram dele, isso se chama maturidade. Assim, o fim dos decêncios de ilusão e o início da realidade se dá com uma ironia: “a entrada no mundo adulto se inicia após o indivíduo consertar aquilo que os próprios adultos fizeram de errado com ele!”
Um trabalho estrutural árduo realizável somente pelo próprio sujeito, no que será a sua identidade no mundo! Em alguns casos o jovem tenta inverter este ônus e fica no aguardo que os adultos, de seu entorno, corrijam aquilo que ele considera injusto em sua vida. Em outros casos são os adultos, em suas ansiedades, que continuam a fazer e impossibilitam os jovens de trabalharem sua emancipação. Em ambas as situações o início da vida adulta é postergado!

Nas relações problemas estruturais e recentes se misturam, e definir limites pode ser doloroso, entretanto é essencial. Uma relação com ausência de respeito e confiança pode ter qualquer título, menos namoro ou casamento.
Certamente que os casais se ajudam, contudo uma ajuda leve, um mimo, um pequeno agrado, um pequeno favor… não uma reforma de alicerces! Há dias que um está chateado e outro pode servir um café quentinho… ou seja, é possível ser solidário sem acusar ou agravar a situação. A idéia do encontro de dois seres perfeitos é errônea, nesse sentido é mais producente pensar em evitar atropelamentos, ou seja, os defeitos passíveis de serem suportados pelo outro, devem ser conhecidos, limitados e tratados!


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