Terapia Cognitiva :

Historicamente, a TCC teve como uma de suas grandes precursoras a terapia Racional-Emotiva-Comportamental (Elis, 1962, 1975). Alberte Ellis publicou em 1957 um artigo intitulado “psicoterapia Racional”, em que pela primeira vez esboçou uma concepção da influência de processos cognitivos na ocorrência de estados emocionais perturbados. Propunha que a presença de crenças irracionais era o que mais fortemente conduzia o indivíduo a um estado de desadaptação que se manifesta através de psicopatologias especificas.

Já Aarom T. Beck, criador da terapia cognitiva nos anos 70, começou a dar os contornos do que ela é hoje a partir de um forte interesse em avaliar empiricamente a teoria psicanalítica da melancolia. Ele atendia pacientes com depressão e verificou que o processamento cognitivo desses pacientes era muito marcado pela visão pessimista de si mesmo, do mundo e do futuro.  Então estudou minuciosamente estes processos e foi desenvolvendo um modelo cognitivo, submetendo-o a verificações experimentais que o validaram. Depois de publicar em 1967 o livro Depresion: causes and Traatments (Beck, 1967), seu modelo cognitivo de tratamento da depressão foi apresentado de forma mais detalhada em outras publicações e até os dias atuais Beck e sua equipe vem desenvolvendo novas possibilidades.

De uma forma geral, as terapias cognitivas são abordagens de psicoterapia bastante estruturada, que se baseiam em modelos educacionais a partir dos quais o cliente aprende a respeito de seu problema e sobre como manejá-los.  Buscam de maneira incessante produzir conhecimentos clínicos cientificamente validados, portanto, generalizáveis para aqueles que deles necessitam. Antes de tudo, eles partem do principio de que as interpretações dos acontecimentos geram naturalmente emoções e comportamentos correspondentes.    

A terapia cognitiva foi desenvolvida por Aaron T. Beck, na universidade da Pensilvania no inicio do da década de 60, como uma psicoterapia breve, estruturada, orientada ao presente, para depressão, direcionada a resolver  problemas atuais e a modificar os pensamentos e os comportamentos disfuncionais (Beck ,1964).

            Desde a época, Beck e outros autores vêm adaptando com sucesso esta terapia para um conjunto Surpreendentemente diverso de populações e desordens psiquiátricas. Essas adaptações mudaram o foco, a tecnologia e a duração do tratamento, porem os pré supostos teóricos em si permanece constantes . 

Resumidamente o modelo cognitivo propõe que o pensamento distorcido ou disfuncional (que influencia o humor  e o comportamento do paciente)Seja comum a todos os distúrbios psicológicos.

A avaliação realista do e a modificação no pensamento produzem uma melhora no humor e no comportamento.

 A melhora duradoura resulta da modificação das crenças disfuncionais básicas do paciente.

A terapia cognitiva esta correntemente sendo aplicada no mundo inteiro como único tratamento ou como um tratamento adjunto para outros transtornos: como Transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático, Transtorno de personalidade, Transtorno de pânico, depressão recorrente, dor crônica, esquizofrenia e outros.


2 respostas para “terapia cognitivo-comportamental”

  1. Muito bom o seu artigo. Sou conselheiro em dependencia quimica, e estudante de psicanalise clinica. Busco sempre novas informações. Fiquei satisfeito.

    • andremaria disse:

      Obrigado pelo elogio, fico sempre grato de ouvir comentários como o seu! Continue lendo e se informando, é sempre muito bom.

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