O que significa a expressão qualidade de vida? Gozar de boa saúde?
Relacionar-se bem com a família e amigos? Ter tempo para o lazer? Estar
satisfeito profissionalmente? Se fizermos uma enquete provavelmente teremos
múltiplas respostas e, acredite, todas atenderão perfeitamente a questão. Seu
significado é absolutamente pessoal, pois envolve as perspectivas de cada
indivíduo em seu âmbito físico, emocional, profissional, social.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o termo qualidade de vida pode
ser definido como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto
da cultura e sistema de valores em que vive e em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações”.

De qualquer forma, independentemente de conceituação ou percepção individual,
ter qualidade de vida torna-se o grande sonho de todos nós.

O cenário atual em que vivemos nos exige considerável resistência física,
mental e emocional. E, em muitas ocasiões, nos leva inevitavelmente a um estado
de pane íntimo, comprometendo substancialmente a tão desejada qualidade de vida.

Quando contrapomos vida pessoal e profissional, este quadro ganha um status
preocupante. Não há como desassociar estes dois domínios em nossa vida, um
complementa o outro e invariavelmente um invade o outro. O trabalho nos confere
identidade social, eleva nossa autoestima, nos permite avaliar nossa capacidade
de realização. A vida pessoal envolve nossa família, amigos, saúde, momentos de
autorreflexão.

Devemos assumir, então, estes dois lados como elementos vitais e entendê-los
como unidade. Quando não conseguimos conciliar a esfera pessoal e profissional,
abrimos um campo fértil para que se instale o grande vilão da vida
contemporânea: o stress.

Na verdade, quando bem administrado, o stress pode ser considerado positivo,
pois confere a dose certa de emoção e mobilização para enfrentar desafios do
cotidiano. Contudo, quando uma pessoa sofre pressões além do limite do seu
suportável, o nível de stress paralisa suas ações, afeta negativamente sua
produtividade, compromete sua saúde, desajusta suas relações.

Uma atitude constante de percepção da vida pessoal e profissional permite
adotar algumas ações profiláticas para não cair nas malhas nocivas do stress:

1)Gerencie o tempo: Atenção workaholic, está na hora de
pagar o resgate do seu sequestro! Como? Atente-se às outras áreas da sua vida:
família, amigos, sua saúde, momentos de lazer, como estão suas emoções. Atribua
uma ordem de grandeza a estas áreas, priorize e distribua seu tempo. Plugado
integralmente no seu trabalho, desconsiderando outras esferas da vida, você
reduz seus horizontes intelectuais, afeta senso crítico e criatividade,
compromete sua saúde física e psicológica, distancia-se das pessoas que o
cercam, e certamente, estreita sua capacidade de realização profissional.

2) Planeje com flexibilidade: tenha foco, organize suas
atividades, porém não deixe de ser flexível perante circunstâncias adversas.

3)Delegue: se você ocupa cargo de gestor, atribua
responsabilidades a sua equipe. Cuidado com sua onipotência e onipresença. Há
colaboradores competentes a sua volta.

4) Responsabilize-se pela sua qualidade de vida. Algumas
empresas cientes de que seu maior ativo é seu capital humano, já estruturam
programas de qualidade – algumas com relativo sucesso – visando ao bem estar dos
seus colaboradores. No entanto, cabe a cada indivíduo estabelecer os parâmetros
que considera necessários para sua qualidade de vida.

O que passa a ser fundamental é entender e dar a devida importância a nossa
vida profissional e pessoal, e assim, com determinação e disciplina, buscar o
equilíbrio, que não precisa ser fruto de mudanças radicais, pois com um mínimo
de investimento já podemos transformar a qualidade de nossas relações e de nossa
vida.

Enfim, não importa o que a vida faz com a gente e sim o que fazemos com nossa
vida. Qualidade de vida talvez seja isso: uma vida bem vivida.

No mais, é dar neste artigo um especial destaque às mulheres que a cada
geração assumem novas formas de atuação e com maestria desenvolvem a difícil
arte do equilíbrio entre maternidade e profissão. E imprimem qualidade
impressionante a estas duas funções.


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