A ansiedade pode nos perseguir no dia a dia. Principalmente aqueles que moram em grandes cidades podem sentir uma pressão para fazer mais, produzir mais, ir mais rápido, ser mais produtivo, mais atencioso, fazer com que tudo dê certo sempre.

A ansiedade em pequenas doses pode nos motivar ao progresso pessoal e profissional. Em pequenas doses a ansiedade nos deixa feliz pela proximidade do aniversário, por exemplo. Nos ajuda no preparo para uma prova. Desta ansiedade não precisamos tratar aqui. Vamos falar da ansiedade que paralisa e não permite progresso pessoal, profissional, emocional, etc.

A ansiedade costuma ter um componente de medo. Por exemplo, ansiedade em fazer contato com um cliente pode embutir o medo de não ser bem sucedido com este cliente. Ansiedade em paquerar pode ser composta pelo medo da rejeição.

Ansiedade muitas vezes parece que não tem causa, percebida logo ao se levantar da cama, muitas vezes nem identifica-se qual situação daquele dia está causando ansiedade, parece algo difuso, uma análise objetiva não identificaria nada que poderia provocar medo, poderia ter algo como uma voz interior dizendo: “Ai meu Deus, hoje vai ser terrível, nem sei o que pode acontecer mas sinto que o dia não será bom”.

A ansiedade pode ser vista como uma expectativa de problemas que muitas vezes não vem acompanhada da possibilidade real de problemas.

Considero adequado uma pessoa ficar nervosa e ansiosa diante de algo confirmadamente desagradável. Falamos de ansiedade patológica, a que deve ser tratada, quando  surge mesmo em situações nas quais não há um perigo real, mas ainda assim há uma sensação de que você não dará conta ou que será muito complicado  lidar com o que está por acontecer, ou que está acontecendo.

Controlar a ansiedade

Ansiedade pode ser visto como um distúrbio do pensamento, pode ser o resultado de projeções catastróficas sem fundamento. Uma vez que são seus pensamentos que fazem com que você fique ansioso há alguns caminhos para tentar controlar esta ansiedade:

– Aprender a “negociar” com seus pensamentos. Não aceitar logo de cara todo e qualquer pensamento que surgir. Normalmente não questionamos nosso próprio pensamento, aceitamos que se algo veio à nossa mente então essa ideia deve ser considerada. Pode ser interessante questionar  os pensamentos que te deixam ansioso. Identificar qual o medo que está por trás desta ansiedade – muitas vezes este é um trabalho pode ser difícil e nem tão rápido quanto gostaríamos, pois se este medo fosse tão superficial você já o teria controlado. Muitas vezes este medo está escondido atrás de muitos argumentos que  arrumamos para dar validade ao medo.

– identificar quando estes pensamentos e medos tiveram origem. É possível que coisas aconteceram em sua vida que deixaram marcas. É possível que você tenha assistido pessoas queridas passarem por situações que impressionaram. É possível que você tenha ouvido estórias e as assumiu como verdadeiras e muito possíveis de também acontecer contigo. Mas também é possível que tudo isso nem esteja mais à superfície e você precise de ajuda para identificar os pensamentos que já caíram no esquecimento mas ainda o influenciam.

– Em alguns casos pode ser interessante um novo plano de atuação, elaborar novas formas de pensar, pois depois que eliminou uma serie de informações distorcidas que vinha carregando pode ser necessário que novas informações, mais verdadeiras e sensatas, ocupem o lugar.

 


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